Grupo Pandora de Teatro celebra os 10 anos da sua sede com o festival 11ª Ato Artístico Coletivo Perus

O Ato Artístico Coletivo Perus é um festival que vem se consolidando anualmente como um importante evento no calendário de Perus, fortalecendo a criação artística na região, apoiando polos culturais e tecendo um território de desenvolvimento mediado por arte, cultura e educação.
Evento de 2026 reúne Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS), Carroça Teatral (MG), Teatro Contadores de Mentira, Velha Companhia, Grupo Sobrevento e muito mais. As atividades envolvem apresentações, oficina, vivências e show gratuitos
Confira abaixo a PROGRAMAÇÃO COMPLETA:
19 de fevereiro (quinta-feira) – Horário: 19h
Espetáculo “Cícera” com Teatro Contadores de Mentira

Sinopse: Na mala a alagoana Cícera traz um punhado de farinha, 4 filhas e o sonho de uma vida melhor. Em São Paulo encontra dureza, concreto, fome e saudade. “Cícera” é a história de uma mulher, mas é o retrato da vida de centenas de mulheres retirantes que deixam suas raízes na busca de igualdade social. A anciã, a jovem, a desbravadora, a mãe, a trabalhadora, a que luta por seus direitos. Todas são Cíceras. Atravessada por cantos de trabalho, relatos e memórias a obra apresenta uma mulher nordestina em ponto de ebulição, que dança e saúda sua caminhada.
Classificação indicativa: 12 anos | Duração: 75 minutos.
Data: 20 de fevereiro (sexta-feira) – Horário: 14h
Espetáculo “Dança por Correio”” com Grupo Zumb.boys

Sinopse: Dança por Correio é uma intervenção artística que carrega a imagem da “entrega” como metáfora em sua criação e desenvolvimento. Com a intenção de atravessar os fluxos cotidianos, as pessoas são convidadas a escolher uma carta e, a partir de seu conteúdo, cria-se o encontro em arte. A abertura do olhar e uma escuta sensível ao outro e ao território orientam os “carteiros”, que saem às ruas movidos pelo desejo de entrega e jogo, permitindo-se saborear esses contextos e entregar-se a pessoas que talvez nunca tenham visto e talvez jamais voltem a encontrar. “Dança por Correio” deseja comunicar-se com os transeuntes, viajantes de sua própria cidade e “turistas” de uma vida que, muitas vezes, permanece não vivida diante do interminável trabalho e da busca pelo conforto.
Classificação indicativa: Libre| Duração: 40 minutos.
20, 21 e 22 de fevereiro – Horários: Sexta das 18h às 22h e Sábado e Domingo das 10h às 13h
Workshop “Atuação, Presença e Rito” com Tânia Farias

Sinopse: Oficina coordenada pela atuadora Tânia Farias, que desenvolve sua pesquisa no Ói Nóis há 30 anos. Sua investigação está relacionada com o aperfeiçoamento das técnicas utilizadas para que a atriz adquira presença cênica, além da criação de personagens através da codificação de gestos não-cotidianos. Nesta vivência serão investigados o movimento e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço teatral. A ênfase é colocada na corporalidade (em como perceber o próprio corpo) e na concentração (para perceber a outra)
Sobre Tânia Farias: Tânia Farias (DRT 5309/1999) é atriz, encenadora, professora, pesquisadora e produtora teatral. Atuadora da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz desde 1994. Tem sua biografia “Tânia Farias – O Teatro é um Sacerdócio” do Jornalista Fábio Prikladnicki, publicada na Coleção Gaúchos em Cena do Festival Porto Alegre em Cena. Coordena os projetos Escola de Teatro Popular da Terreira da Tribo e Ói Nóis na Memória. Publica a Cavalo Louco Revista de Teatro da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Organiza e produz Festival de Teatro Popular – Jogos de Aprendizagem. Como atriz e encenadora da Tribo participou das criações coletivas A Morte e a Donzela de Ariel Dorfmann, A Heroína de Pindaíba de Augusto Boal, Hamlet Máquina de Heiner Müller, A Exceção e a Regra de Bertolt Brecht, Aos que virão depois de nós Kassandra In Process, A Missão Lembrança de uma Revolução de Heiner Müller, A Saga de Canudos, O Amargo Santo da Purificação, Viúvas Performance sobre a Ausência e Medeia Vozes, Caliban – A Tempestade de Augusto Boal e Desmontagem Evocando os Mortos – Poéticas da Experiência. Foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Atriz por Kassandra In Process (2007) e recebeu o Prêmio Açorianos por sua atuação em O Amargo Santo da Purificação (2009) e Medeia Vozes (2013).
Público-alvo: A partir de 16 anos. | 10 VAGAS | Inscreva-se AQUI
21 de fevereiro (sábado) – Horário: 16h
Espetáculo “Dentro, Fora e Cruza” com Unity Warriors
Sinopse: Um espetáculo de dança que propõe ressignificar alguns jogos e brincadeiras populares que contribuem com a formação do imaginário social. O prazer do brincar está presente em cada cena. Enquanto brincam revivemos memórias e jogos que marcaram as suas infâncias, e o público é convidado a mergulhar nesse mundo dançante, para fazer parte dessa jornada lúdica, educacional e afetiva. Afinal “brincar é coisa séria”.
Duração: 40 minutos – Classificação indicativa: Livre.
21 de fevereiro (sábado) – Horário: 19h
Performance de teatro-dança “Manifesto de uma Mulher de Teatro” com Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (RS)

Sinopse: A performance traz ao centro da arena a vociferação contra a engrenagem de violências às quais mulheres são continuamente submetidas. Trazer mulheres na boca, evocá-las, dizer seus nomes, contar suas histórias é a motivação central dessa ação. As mulheres que cruzam o caminho da atriz estarão compondo o texto manifesto que abraça a performance de Tânia Farias que, como sempre, carrega consigo toda a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Vozes como a de Violeta Parra, Gioconda Belli e da própria atriz, que ousa contar detalhadamente sua história pessoal de violência sofrida e intercruzar com outra real, a de Magó, bailarina, e amiga, barbaramente violentada e assassinada em 2020, ao qual a atriz presta homenagem. Um ato político contra a violência de gênero, intermediado pelas provocações do sensível, capacidades próprias de uma mulher de teatro. Mais uma etapa de construção da reflexão dessa mulher de Teatro num momento tão trágico, de autorização de todo tipo de barbárie contra mulheres, negros, lgbtqia+ e tudo o que o conservadorismo dessa elite atrasada considera uma ameaça ao seu projeto de morte, de não corpo e de não felicidade.
Duração: 45 minutos – Classificação indicativa: 16 anos.
22 de fevereiro (domingo) – Horário: 17h
Espetáculo “A rua, a lama e a Santa” com Carroça Teatral (MG)
Sinopse: “Minas não tem mar, mas fizeram um mar de lama em Minas. Cadê minha casa que estava aqui?”. Baseado no cancioneiro popular, o espetáculo “A Rua a Lama e a Santa” é uma reflexão sobre a tragédia/crime dos rompimentos das barragens de rejeito de minério de ferro nas cidades de Mariana e Brumadinho – MG. A trama conta a história de um casal apaixonado que, ao superar o coronelismo do pai da moça, é surpreendido pelo rompimento de uma barragem e encontra forças através das tradições afromineiras, em meio aos escombros deixados pela lama.
Classificação indicativa: Livre. | Duração: 40 minutos.
22 de fevereiro (domingo) – Horário: 19h
Show “Música Preta Brasileira” com Aryani Marciano
Sinopse: Um repertório que homenageia a Música Preta Brasileira (MPB), Aryani Marciano traz pela primeira vez, um show de covers que se misturam com suas canções autorais. Cantando de Gilberto Gil a Stella do Patrocínio, a artista compartilha com o público suas principais referências musicais.
Classificação indicativa: Livre. | Duração: 45 minutos.
26 de fevereiro (quinta-feira) – Horários: sessões às 10h e às 14h
Espetáculo “A casa que espera” com Grupo Sobrevento

Sinopse: 4º espetáculo do Grupo Sobrevento voltado à Primeira Infância, a montagem aborda a importância dos laços afetivos em nossas vidas e tem como mote a saudade da infância, de sermos filhos e do cuidado recebido dos pais quando pequenos. A encenação nasce da imagem poética da casa que deixamos para trás ao crescer, mas que continuamos carregando no imaginário — mesmo quando já construímos nossa própria casa e também precisamos, como nossos pais, aceitar a partida dos filhos.
Valendo-se da linguagem do Teatro de Objetos, da qual o Grupo Sobrevento é referência, A Casa que Espera utiliza objetos simples — como bules, xícaras, pratos e um pezinho de hortelã — para revisitar memórias de cuidado, gestos cotidianos e vínculos afetivos que nos formam como pessoas.
Classificação indicativa: Livre. | Duração: 35 minutos.
26 de fevereiro (quinta-feira) – Horário: 19h
Exibição do documentário “Morro Doce” com Espaço Cultural Morro Doce seguido de bate-papo.

Sinopse: O documentário “Sobre o Morro Doce” resgata, através de relatos históricos e memórias de seus moradores, a trajetória de um bairro de São Paulo que nasceu da ocupação coletiva e da resistência social, com os primeiros registros datando de 1921 e a chegada das primeiras famílias na década de 1950. A sinopse destaca a luta da comunidade por direitos básicos, como a conquista de escolas e postos de saúde, e momentos emblemáticos como o “sequestro do ônibus”, que marcou a reivindicação por transporte público digno. Mais do que um registro histórico, o filme é um exercício de pertencimento e valorização da memória coletiva, propondo uma nova forma de enxergar o Morro Doce: não apenas como um espaço geográfico, mas como um território vivo, construído pelas mãos e histórias de seus moradores. O projeto foi produzido a partir de uma oficina de audiovisual com a própria comunidade, reforçando a importância de reconhecer e defender a história local.
Classificação indicativa: Livre. | Duração: 75 minutos.
27 de fevereiro (sexta-feira) – Horários: sessões às 10h e às 14h
Espetáculo “VEM FESTÁ! – Um espetáculo de brincar” com Teatro Girandolá

Sinopse: Um breve encontro com a máscara do palhaço através de jogos específicos. | Sobre Bete Dorgam: Formada pela Escola de Arte Dramática, doutora em Artes Cênicas pela ECA/USP. Diretora teatral e docente em Artes Cênicas na Ead (2000/23) e na Escola Superior de Artes Célia Helena. Pesquisa a máscara do palhaço há mais de 30 anos.
Classificação indicativa: Livre. | Duração: 45 minutos.
28 de fevereiro (sábado) – Horário: 11h
Espetáculo “Trilogia Sorrir” com Ciclistas Bonequeiros

Sinopse: Uma trilogia de teatro lambe-lambe que aborda de forma criativa e educativa o tema da bucalidade. Esta trilogia leva o público a refletir sobre a importância do cuidado com a saúde bucal, utilizando o formato intimista e encantador do teatro lambe-lambe para transmitir mensagens de prevenção, autocuidado e bem-estar.
Classificação indicativa: Livre. | Duração: 80 minutos.
28 de fevereiro (sábado) – Horário: 14h
“Cortejo” com Congo do Embondeiro Queixada, Bloco dos Bonecões de Paulo Farah e Pernaltas Eduardo Guimarães, Elidy Moreira, Gleice Kelle, Jennifer Martins, Lstorm e Valmir Santanna

Sinopse: O cortejo será uma vivência rítmica guiada pelas tradições do Congo e da Congada. Com tambores, cantos e danças ancestrais, o grupo Congo do Embondeiro Queixada — formado por moradores de Perus e Anhanguera — transforma a rua em território sagrado e coletivo, reafirmando a força da cultura negra como instrumento de resistência, celebração e transformação social. Acompanhado pelo Bloco dos Bonecões gigantes criados por Paulo Farah, nascidos do encontro entre a cultura popular e a arte contemporânea, que ocupam o espaço público com força visual e presença cênica, despertando encantamento imediato. O cortejo também contará com a performance dos pernaltas Eduardo Guimarães, Elidy Moreira, Gleice Kelle, Jennifer Nascimento, Lstorm, Thalita Duarte e Valmir Santanna. Mais do que um desfile, o cortejo é uma vivência cultural viva e democrática, que valoriza a cultura popular e transforma o ambiente em um território de imaginação, afeto e convivência.
Classificação indicativa: Livre. | Duração: 80 minutos.
28 de fevereiro (sábado) – Horário: 19h
Espetáculo “Banco dos Sonhos” com Velha Companhia

Sinopse: Banco dos Sonhos revela o universo onírico de uma transtornada atriz à beira da morte. Em uma rua insone da cidade de São Paulo, a partir da visita de uma inesperada credora, suas memórias e projeções vêm à tona. Quanto custa sonhar?
Classificação indicativa: 14 anos | Duração: 80 minutos.
01 de março (domingo) – Horário: 10h às 12h
Vivência “Aprenda a pedalar + mecânica básica para bike” com Coletivo Pedala-se.SP

Sinopse: Nesta vivência, vamos tirar as rodinhas da bicicleta e aprender a pedalar de forma prática e acompanhada. A oficina contará também com mecânica e manutenção básica gratuita, com a realização de pequenos reparos, para que as pessoas participantes possam sair pedalando com mais segurança. Para participar, é necessário levar a própria bicicleta e os equipamentos de segurança pessoal, como capacete, além de garrafinha de água.
Classificação indicativa: Livre | Duração: 120 minutos.
01 de março (domingo) – Horário: 13h às 15h
“Brincadeiras de Roda e Fileiras” com Mestre Cesinha e Tati Damasceno

Sinopse: Brincadeiras de roda e fileiras, jogos populares que envolvem cantar, dançar e fazer gestos em círculo (roda) ou em linhas (fileiras), através da inspiração nos Festejos Populares brasileiros como Congada, Ciranda, Samba de Coco, Cacuriá, Carimbó. Desenvolvendo musicalidade, coordenação, socialização. Danças de roda Jongo, Ciranda e Fandangos e as de fileira Batuque de Umbigada, Congadas e Moçambique.
Classificação indicativa: Livre | Duração: 120 minutos.
01 de março (domingo) – Horário: 12h às 16h
Festa “Aniversário de 10 anos da Ocupação” com Brincadeiras, Briquedões e Bolo!

Sinopse: Brinquedos, brincadeiras e doces. O tradicional “parabéns” para as crianças, famílias e moradores da região.
Classificação indicativa: Livre | Duração: 240 minutos.
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ATIVIDADES GRATUITAS
Esperamos vocês!
QUANDO?
De 19 de fevereiro a 01 de março de 2025
ONDE?
Local: Ocupação Artística Canhoba | Endereço: Rua Canhoba, 299 – Perus, São Paulo – SP
Parte do projeto “Aula Vaga, teoremas do impossível” contemplado na 45° Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura, com o qual o grupo comemora 20 anos de pesquisa contínua no bairro de Perus – SP







