Em 2026 o Grupo Pandora de Teatro comemora 22 anos de trabalho de pesquisa e criação teatral no bairro de Perus. Fundado em julho de 2004 a partir do Projeto Teatro Vocacional da Secretaria de Cultura do Município de São Paulo, desenvolve trabalho contínuo de pesquisa e criação, fortalecendo parcerias com polos culturais e artistas da região. Com intensa produção artística, o Grupo Pandora aborda em suas criações temáticas pertinentes à história do Bairro de Perus e do Brasil, suas injustiças sociais e suas problemáticas, através de uma invenção poética que exalta a força da teatralidade.

Histórico:

“O Senhor Puntilla e seu Criado Matti” criação coletiva a partir do texto de Bertold Brecht (2004); “A Igreja do Diabo” adaptação do texto homônimo de Machado de Assis (2005); “Tietê, Tietê” criação coletiva a partir do texto de Alcides Nogueira (2006); “Jesus-Homem” de Plinio Marcos, direção de Lucas Vitorino (2006); “A Revolta dos Perus” criação coletiva sobre a história do bairro de Perus (2007); “Canibais Vegetarianos Devoram Planta Carnívora” criação coletiva com dramaturgia de Vince Vinnus e direção de Lucas Vitorino (2012); “Relicário de Concreto” criação coletiva com dramaturgia de Vince Vinnus e direção de Lucas Vitorino (2013); “Jesus-Homem” criação coletiva inspirada no original de Plínio Marcos, direção de Lucas Vitorino (2015); “Ricardo III não terá lugar ou cenas da vida de Meierhold” texto de Matéi Visniec e direção de Lucas Vitorino (2015); “Nomes para Furacões” (2017), “COMUM” (2018), os espetáculos online “Onde os Neandertais vão para Morrer” (2020), “Autoestrada para Damasco” (2020) e “Jardim Vertical” (2021) com texto e direção de Lucas Vitorino, “Nina e a cidade que perdeu o vento” (2022) com dramaturgia criada coletivamente e direção de Lucas Vitorino e “Devastação Hécuba” (2025) criada em colaboração com participantes da 3ª edição do Curso de Teatro Pandora. Além das leituras encenadas de “Casa Submersa” (2024) de Kiko Marques e “A palavra progresso na boca de minha mãe soava terrivelmente falsa” (2025) de Matéi Visniec.

O Grupo Pandora foi contemplado por editais federais, estaduais e municipais, como Prêmio Funarte Myriam Muniz e Programa Municipal de Fomento ao Teatro. Participou de diversos festivais, entre eles destacam: Mostra Fringe, Festivale, Festival de Teatro Popular Jogos de Aprendizagem (RS), Fentepp, Virada Cultural, Festinbau, entre outros. Além de promover a realização de 11 edições do festival “Ato Artístico Coletivo Perus” em 2012, 2014, 2015, 2018, 2019, 2021, fevereiro e julho/2022, 2024, 2025 e 2026, trata-se de evento artístico realizado em vários locais do bairro de Perus, que contou com mais de 150 artistas envolvidos em cada edição, em prol do fomento a cultura no bairro.

Em celebração aos 20 anos de existência do Grupo Pandora de Teatro, foi lançado em 2025 o documentário “Pandora 20 Anos” que aborda diferentes facetas da trajetória do coletivo, com trechos de espetáculos e depoimentos de pessoas da equipe que vivenciaram os processos de criação e circulação desses trabalhos. Assista o DOC no link abaixo:

Desde Fevereiro/2016 ocupa um espaço ocioso que estava abandonado há 6 anos e que nunca havia cumprido função social, propondo a revitalização e ressignificação do mesmo, inaugurando um novo espaço cultural no bairro de Perus: o Cine Teatro Pandora – Ocupação Artística Canhoba, onde implantou uma escola popular de teatro e uma biblioteca comunitária.

Atualmente o Grupo dedica-se a criação de seu mais novo trabalho lançando um olhar crítico e sensível sobre a crise da educação pública no Brasil, evidenciando os desafios enfrentados por educadores e estudantes em meio a um cenário de precarização, através do projeto “Aula vaga, teoremas do impossível” contemplado pela 45ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo.  Além de celebrar 10 anos da sua sede, a Ocupação Artística Canhoba em Perus

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